pesquisas e educativos
Raízes e Rotas


Em colaboração com Frame Colectivo, ateliê que relaciona arquitetura, pesquisa e arte, desenvolvemos Raízes e Rotas, projeto em que propusemo-nos a pensar a colonialidade e suas formas de devastação e opressão a partir das árvores situadas em contexto urbano: interagir com as árvores abriu a possibilidade de ler a cidade como espaço de coabitação interespécies e de tornar visíveis camadas materiais, simbólicas e ideológicas herdadas da era colonial e que seguem mediando as formas com que nos relacionamos com os arredores.
O projeto envolveu um processo de investigação que partiu da imersão em diversos arquivos coloniais e encontrou formas de ser em interlocução com a exposição Interespécies, da Garagem Sul MAC-CCB, através da produção de um artigo; da escrita de arborografias e um glossário, ambos com o desejo de contribuir com a contracolonização das linguagens; duas instalações “Buva 1”, em Lisboa, e “Escrevivências Vegetais”, esta a convite do coletivo Space Transcribers, em Braga; um ciclo de quatro conversas com jantares com a participação de diferentes fazedoras/es de conhecimento, cujas experiências contribuem para ampliar, descolonizar e desracializar nossa perspectiva sobre a cidade; um podcast, gravado pela rádio Antecâmera, que tece teia entre as conversas e pesquisas; e roteiros de visitas decoloniais guiados pela presença das árvores urbanas, em colaboração com o coletivo Falas Negras.
O projeto foi fomentado pela bolsa Diogo Seixas Lopes da Garagem Sul do MAC/CCB, bem como um dos apoios à criação artística da Fundação Calouste Gulbenkian.
colaboração: Agapi Dimitriadou, Apolo de Carvalho, Gabriela Salhe, Jessica Bruno, Vânia Puma, Laura Papalardo, Lisa H. Moura
convidados: Nael Rafaela, Luan Okun, Kety Herrera, Ellen Wassu, Pedro Barbosa, Mariana Oliveira, Ana Rita Alves, Ana Catarino, Pedro Varela, Nizar Almadani, Zé Maria de Pina, Sabino, Beatriz Andrade e Tuna.
Lisboa, Portugal, 2025

registros: fotos acervo pessoal e Frame Colectivo; cortes desenvolvidos por Laura Papalardo
Fabulários: As águas, suas gentes,
memórias, plantas, bichos e outros seres
Fabulários — As águas, suas gentes, memórias, plantas, bichos e outros seres é uma exposição dedicada às infâncias: educativa, interativa e lúdica. Quem visitou não só mergulhou pela atmosfera das águas, como também teve a oportunidade de se aproximar de quem vive em suas beiras, navega por suas correntezas, conta histórias e partilha saberes e tradições relacionadas aos rios e mares.
A relação das infâncias com as águas buscou demonstrar
o movimento fluído em que ambas permeiam por suas naturezas.
A exposição também contou com ateliês, laboratórios e seis oficinas que abordavam, a partir de uma perspectiva poética e brincante, as muitas possibilidades dos saberes das águas enquanto elemento essencial à vida. Para além do público espontâneo, escolas públicas de Canoas, Porto Alegre e arredores puderam visitar com apoio das secretarias de Educação e Cultura.
Por fim, uma biblioteca-canoa compunha a mostra, com mais de 80 títulos relacionados às águas e às infâncias.
O projeto educativo foi concebido em paralelo à própria concepção da exposição, o que fez com que o acervo selecionado e as atividades propostas caminhassem lado
a lado.
Trabalhamos com uma equipe multidisciplinar, entre pesquisadores, fotógrafos, pedagogos, jornalistas, educadores, designers e cenógrafos, em que buscamos confluir as mais diversas sabenças.
colaboração: Ana Carol Thomé, Ana Paula Campos, Bruna Martins, Gabriela Romeu e Thais Caramico
São Paulo e Canoas, Brasil, 2023

registros: fotos de acervo pessoal e disponíveis no site da exposição Fabulários
Livro-Diário
À convite do Estúdio Voador, em colaboração com Editora FTD Educação, o livro-diário foi pensado enquanto um material voltado para a Educação Infantil e que almejava possibilitar a interlocução entre escolas, famílias e crianças, na tentativa de facilitar a abertura e a proximidade entre tais atores.
O livro foi concebido como uma agenda escolar propriamente, mas que também permite um outro espaço de registro, dedicado para anotações pessoais e emocionais sentidas no cotidiano. Algumas páginas informativas também se fazem presentes e contam sobre sobre emoções e competências socioemocionais, como criatividade, cooperação e empatia, não só importantes para a vivência na escola, como também para o desenvolvimento subjetivo de cada criança. Nessas páginas, algumas atividades são propostas de modo a despertar a curiosidade, servem como mecanismo para tornar as informações mais acessíveis e divertidas, além de serem um momento interativo para as famílias.
O Estúdio Voador foi quem desenvolveu o material gráfico, enquanto o conteúdo e redação ficaram por minha conta.
São Paulo, Brasil, 2023

Centro de Visitação Xerente
A convite do arquiteto Tomaz Lotufo e do escritório Sem Muros Arquitetura Integrada, desenvolvemos em colaboração um material educativo em que os saberes e tradições construtivas da comunidade indígena Xerente, da Aldeia Ktepo, localizada em Tocantínea, Tocantins, ficou registrado. O material foi pensado em função do Centro de Visitação que seria construído, também assinado pelo arquiteto, de maneira a preservar a difusão cultural da comunidade, assim como de ampliar as possibilidades do etnoturismo na região de forma responsável e respeitosa.
A publicação contava com um relatório de visitas, das oficinas desempenhadas para que a troca de saberes se fizesse presente, fotos documentais e um passo a passo construtivo que contemplava não só as formas de construir, como as tradições culturais: o projeto seria concebido como uma copa de árvore, em sua copa, o warã, centro de convivência, e em cada um de seus lados, ou galhos e raízes, seis krys, casas indígenas, que marcariam os clãs Xerente.
São Paulo, Brasil, 2019
registros: fotos de Tomaz Lotufo




